Seria pretencioso eu me intitular "poeta visual", considerando a minha pequena produção literária e a minha participação incidental nesse gênero de poesia. Assim, resumo minha resposta às perguntas formuladas dizendo que o ambiente em que vivenciei a poesia sempre foi o da poesia concreta e visual, em face do meu relacionamento profundo com os seus principais protagonistas brasileiros. Dentro desse contexto, as formas visuais que aparecem em poemas como "entre mel corpo" e "ave eva" surgiram espontaneamente da liberação sintática das palavras, e parecem enriquecer os textos, propiciando leituras diversas. Por outro lado, em meus poemas, a grafia manuscrita, pessoal, traduz ao mesmo tempo essa espontaneidade e a minha despretensão.