Glauco
Mattoso nasceu na capital de São Paulo, em 1951, recebendo o prosaico
nome de Pedro Silva. Cursou Biblioteconomia e Letras, tornando-se poeta ao adotar
o heterônimo Glauco Mattoso, trocadilho com "glaucomatoso",
por ser portador de glaucoma congênito, que o levaria progressivamente
à cegueira no início da década de 90. Nos anos 70 integrou
a chamada "Geração Mimeógrafo" e participou da
"poesia marginal", um dos baluartes da resistência cultural
contra a ditadura então vigente. Criou um fanzine poético-satírico
chamado JORNAL DOBRABIL (trocadilho com o JORNAL DO BRASIL e o formato dobrável
do panfleto, publicado em folhas avulsas) e colaborou em diversos órgãos
da imprensa alternativa. Com a perda da visão, foi abandonando a criação
de cunho visual (concretismo, arte datilográfica, quadrinhos) para dedicar-se
às letras de música e a compor sonetos de formato clássico.