1 - O que é Poesia Visual para você?
Um meio não-verbal capaz de dar conta da expressão e da comunicação para além dos limites da palavra; para além da arbitrariedade semiológica que a limita. É a exploração de uma nova dimensão poética proporcionada pelos signos visuais, com ou sem o apoio da palavra.

2 - Quais foram e/ou são as suas fontes de inspiração, seus modelos (poetas ou movimentos artísticos) neste meio poético?
Desde os anos 1950, senti que a Poesia Concreta permanecerá na linguagem verbal. Em 1962, admirava os poemas de Dias Pino ("Solida", "A Ave"), mas mesmo eles aproveitavam palavras como guias de leitura. Comecei fazendo colagens de jornal estruturadas como histórias-em-quadrinhos. Então, tomei consciência de que a poesia situa-se no processo semiótico do poema.
3 - Porque você escolheu ou gosta de produzir Poesia Visual como um dos seus meios de expressão artística?

Gosto de me expressar através de meios para comunicar na língua e fora dela. Em 1962, comecei a produzir poemas visuais; poemas gustativos para estabelecer uma poética do paladar; poemas coletivos de corpo, onde os corpos funcionam como informações na construção do espetáculo-signo. Também realizei alguns poemas-filmes. Em suma, o que me motiva é pesquisar novos processos de expressão/ comunicação/ conhecimento.
4 - Desde quando você adotou a Poesia Visual como forma de expressão?
Desde 1962, junto com outras formas de expressão: performances, filmes, espetáculos, paladar, etc.