|
Álvaro
de Sá era engenheiro, poeta e crítico, produzindo, inicialmente,
poesia verbal. Em 1962 experimentou com outras linguagens. Em 1965, conheceu
Wlademir Dias Pino, intensificando a sua experimentação poética.
Participou da fundação do Poema-Processo (1967), e co-editou as
revistas Ponto I e II. Estendendo sua atuação ao exterior, manteve
diálogo com os poetas Edgardo Antonio Vigo (Argentina) e Clemente Padín
(Uruguai). Em 1973 fez poemas-filmes com Neide Dias de Sá. Em 1999 foi
eleito membro da Academia Brasileira de Filologia. Entre os poemas-processo
publicados se destacam: Alfaberto (1966 - livro); Poemas Comestíveis
(1967 - performance); Chaos (1969 - objeto); 12 X 9 (1967) e Poemics (1991 -
história-em-quadrinhos). Publicou os livros de crítica Vanguarda
Produto de Comunicação, 1977; Poesia de Vanguarda no Brasil, 1983
(com Antônio S. L. Mendonça). Continuou produzindo poemas visuais
e verbais. Expôs na Bienal de São Paulo e outras exposições,
e publicou ensaios de crítica semiológica, literária e
textual em jornais e revistas especializados. Álvaro de Sá faleceu
em outubro de 2001. |
|
|